quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CARNAVAL













A PALAVRA  CARNAVAL   
   Os estudiosos divergem quanto à origem da palavra CARNAVAL. Para uns, a palavra CARNAVAL vem de CARRUM NAVALIS, os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C., para outros, a palavra CARNAVAL surgiu quando Gregório I, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "quinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente abreviada para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialectos italianos (milanês, siciliano, calabrês, etc..) e que significam acção de tirar , quer dizer: "tirar a carne" A terça-feira. (mardi-grass), seria legitimamente a noite do carnaval.    Seria, em última análise, a permissão de se comer carne antes dos 40 dias de jejum (Quaresma). Afirmam alguns pesquisadores que a palavra CARNAVAL teria surgido em Milão, em 1130, outros dizem que a festa só teria o nome CARNAVAL em França, em 1268 ou, ainda na Alemanha, anos 1800. Uma outra corrente, essa menos conhecida, citada no livro - A Cultura Popular na Idade Média - contexto de François Rabelais, de Mikhail Bakhtin, diz que: "na segunda metade do século XIX, numerosos autores alemães defenderam a tese que a palavra carnaval viria de KANE ou KARTH ou "lugar santo "(isto é comunidade pagã, os deuses e seus seguidores) e de VAL ou WAL ou morto, assassinado, que dizer procissão dos deuses mortos, uma espécie de procissão de almas errantes do purgatório identificada desde o século XI pelo normando Orderico Vital, como se fosse um exército de Arlequins desfilando nas estradas desertas buscando a purificação de suas almas. Essa procissão saía no dia do Ano Novo,durante a Idade Média". AS ORIGENS
   As origens do Carnaval são obscuras e longínquas. Não temos como comprovar cientificamente o nascimento do Carnaval, entretanto, baseados em pesquisas da história da evolução do homem deduzimos que os primeiros indícios, do que mais tarde se chamaria Carnaval, surgiram dos cultos agrários ao tempo da descoberta da agricultura. Esclarecemos, ainda, que há dúvida quanto à data da descoberta da agricultura. Sabemos, no entanto, que o surgimento da agricultura só ocorreu após o final da última glaciação da Terra, há, aproximadamente, 10.000 anos a.C., quando melhores condições climáticas fizeram surgir nos lugares dos imensos glaciares, bosques e pradarias, ricas em recursos animais e vegetais. O novo ambiente da Terra fez com que os humanos saíssem das cavernas para os campos. Livres da predação dos grandes animais, desaparecidos, os homens evoluíram para a domesticação e criação dos animais e cultivo dos vegetais (sedentarização). Favorecidos pelo humos (ou limo) que deixava extremamente fértil as terras irrigadas pelo rio Nilo, teriam sido os povos que, primitivamente, habitavam as suas margens e que a partir de 4000 anos a.C. evoluíram para as unidades políticas chamadas "Nomos", os verdadeiros criadores da agricultura e dos cultos agrários. O homem começou a entrar no reino da comemoração. No momento da festa desligava-se das coisas ruins, que concretamente tinham ido embora (o inverno que o prendia aos abrigos) e saudava o que lhe parecia um bem ( a entrada da primavera, o término das enchentes do rio Nilo, o nascer e o pôr do sol), com danças e cânticos para espantar as forças negativas que prejudicavam as plantações.
PRINCIPAIS CULTOS AGRÁRIOS
   No Egipto, festa da Deusa Ísis e do Boi Ápis.
   Na Pérsia, festas da deusa da Fecundidade, Naita e de Mitra, deus dos Pastores
   Na Fenícia, Festa da deusa da Fecundidade, Astarteia.
  Em Creta, festa da Grande Mãe, deusa protectora da terra e da fertilidade, representada por uma pomba.
  Na Babilónia, as Sáceas, festas que duravam cinco dias e eram marcadas pela licença sexual e pela inversão dos papéis entre servos e senhores, e pela eleição de um escravo rei que era sacrificado no final da celebração.
O Carnaval Pagão
(Do século VII a.C. ao século VI d.C.).
  O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso, em Atenas, na Grécia, no século VII a.C. e, depois, em Roma, com as Saturnais todos os participantes e os escravos podiam dizer verdades a seus senhores indo até ao extremo de ridicularizá-los do jeito que bem entendessem. Isto tudo termina, quando a Igreja Catóçica adopta, oficialmente, o carnaval, em 590 d.
Nos Primeiros Tempos do Cristianismo
   As festas carnavalescas foram condenadas pelos doutores da igreja mas, como o povo continuava muito apegado às tradições, a Igreja Católica e o Estado Feudal impuseram às cerimónias oficiais um tom sério e sisudo, como uma forma de combater o riso, ritual dos festejos, que em geral,  acabavam em brincadeiras condenáveis.    Em 590 d.C., o Papa Gregório I, o Grande, marca, em definitivo, a data do Carnaval no Calendário Eclesiástico.
   A Igreja tolerou melhor a festa e até passou a estimulá-la, com o Papa Paulo II (1461 - 1471) que, de sua morada, ao observar a Vila Lacta, que permanecia deserta e silenciosa o ano inteiro resolveu organizar as festa do Carnaval, com a promoção de corridas de cavalos, anões e corcundas, lançamento de ovos, etc., sob a luz  de tocos de velas.  Em 1545, no Concílio de Trento, entre outros assuntos importantes entra em  discussão o carnaval que é reconhecido como uma manifestação popular de rua importante, não devendo ser hostilizado pelo Clero.
   Em 1582, o Papa Gregório XIII (1572 - 1585) ao promover a reforma do Calendário Juliano, transformando-o em Calendário Gregoriano, em uso até hoje pelos povos Católicos, estabeleceu, em definitivo, as datas do Carnaval.
   Os povos católicos aceitaram de imediato o calendário Gregoriano, entretanto, entre os povos protestantes, a Alemanha e a Inglaterra somente o oficializaram em 1700 e 1752, respectivamente.   O Carnaval do Mundo    O Carnaval é comemorado em boa parte do planeta. No Brasil é muito famoso.  Mas há mais festas de Carnaval: No Reino Unido:
 Acontece o Shroveitide (Shrive que significa confessar ‘pecados’) é a comemoração do carnaval britânico. Estados Unidos   Aqui o carnaval resume-se basicamente à celebração do Mardi Grass (Terça-Feira Gorda), vários estados celebram o carnaval. Mas o estado mais tradicional de tal comemoração é New Orleans. Neste estados, durante o Mardi Grass, desfilam pelas ruas da cidade mais de 50 grupos. O grupo mais conhecido é o do Bacchus (que possui gigantescos e originais carros alegóricos).
Alemanha
  Neste país a celebração do carnaval acontece tanto nos grandes centros urbanos, quanto na Floresta Negra e nos Alpes. A festa mais tradicional é a da cidade de Bonn onde  organizam desfiles com pessoas fantasiadas de diferentes épocas, o diabo fica solto, por esse motivo as pessoas usam máscaras para esconder seus rostos.
Veneza
    Por muito tempo, o carnaval veneziano foi um dos mais fortes e alegres do mundo. Durante o período do carnaval eram desenvolvidos bailes e festas nas praças e ruas da cidade. Com o passar do tempo o carnaval de Veneza foi enfraquecendo chegando  quase a extinguir-se. Actualmente, o Carnaval de Veneza tem muita fama e está intimamente ligado a actividades culturais. E em Portugal? Onde se festeja o Carnaval?     O Carnaval português, que foi exportado para as antigas colónias, em especial para o Brasil (por volta de 1723), e sempre teve características bem diferentes do de outros países da Europa, sendo reconhecido até mesmo por autores portugueses como uma festa cujas características principais eram a porcaria e a violência.    Há umas dezenas de anos, o Carnaval não era como hoje: desfiles, cortejos e raparigas a dançar, imitando o Carnaval do Rio de Janeiro.    Nessa época, as pessoas mascaravam-se, pregavam partidas e, por vezes, lançavam das varandas e janelas os mais variados objectos, como saquinhos de areia, ovos, farinha e outras coisas. Eram autênticas batalhas de loucura e um alvoroço para os mais calmos.
   Cada terra tinha o seu rei (Rei Momo) e a sua rainha. A Corte tinha vários ministros, que apareciam sempre bêbados e imensas “Matrafonas” que são homens vestidos de mulher ou disfarçados de forma ridícula.    Havia Zés-pereiras que acompanhavam ou animavam o desfile, tocando bombo e apareciam as tropas-fandangas também a tocar e a fazer disparates.
   Hoje, em Portugal os Carnavais com mais tradição são os de: Ovar, Torres Vedras, Alcobaça, Loulé e Madeira. No entanto, no nosso país, por todo o lado, ainda se brinca e se organizam festas e bailes de Carnaval.

PONTO DE ENCONTRO: O Carnaval na Antiguidade - Brasil Escola

PONTO DE ENCONTRO: O Carnaval na Antiguidade - Brasil Escola: "O Carnaval na Antiguidade - Brasil Escola"

O Carnaval na Antiguidade - Brasil Escola

O Carnaval na Antiguidade - Brasil Escola

MARCHINHAS DE CARNAVAL

ALLAH-LÁ-Ô
Haroldo Lobo-Nássara, 1940

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah                         



        CACHAÇA
Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953

Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida
Arroz feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça



AURORA
Mário Lago-Roberto Roberti, 1940

Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora         



  CABELEIRA DO ZEZÉ
João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963

Olha a cabeleira do zezé
Será que ele é
Será que ele é

Será que ele é bossa nova
Será que ele é maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!




ABRE ALAS
Chiquinha Gonzaga, 1899

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar                  




 A JARDINEIRA
Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938

Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu



Ô BALANCÊ
Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936

Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver
Ô balancê balancê

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê

Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê

Eu levo a vida pensando
Pensando só
em você
E
o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê
                                                                


   LINDA MORENA
Lamartine Babo, 1932

Linda morena, morena
Morena que me faz penar
A lua cheia que tanto brilha
Não brilha tanto quanto o teu olhar

Tu és morena uma ótima pequena
Não há branco que não perca até o juízo
Onde tu passas
Sai às vezes bofetão
Toda gente faz questão
Do teu sorriso

Teu coração é uma espécie de pensão
De pensão familiar à beira-mar
Oh! Moreninha, não alugues tudo não
Deixe ao menos o porão pra eu morar

Por tua causa já se faz revolução
Vai haver transformação na cor da lua
Antigamente a mulata era a rainha
Desta vez, ó moreninha, a taça é tua




MAMÃE EU QUERO
Jararaca-Vicente Paiva, 1936

Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar

Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana

Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal





                                                                   O TEU CABELO NÃO NEGA
Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval





ME DÁ UM DINHEIRO AÍ
Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959

Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!

Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!                              



 SACA-ROLHA
Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)

As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca saca saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar

Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca saca saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra

100% APRENDIZAGEM: História do carnaval

100% APRENDIZAGEM: História do carnaval: " O carnaval antes era em Paris e era uma festa com mascaras, hoje, não se usa quase nada, nem roupas. A historia do ..."

REPÚBLICA VELHA

República Velha - Exercícios

A REPÚBLICA VELHA

1-
"O Brasil não tem povo, tem público." (Lima Barreto)
Esta frase sintetiza ironicamente, para o autor, a relação entre o Estado Republicano e a sociedade brasileira.
a) O que Lima Barreto quis dizer com essa afirmação?
b) O escritor também faz uma sátira ao sistema político e econômico vigente na Primeira República numa obra intitulada de “Os bruzundangas”, publicada em 1923. Nela, mostra, ironicamente, a utilização do poder público no Brasil para o favorecimento de interesses econômicos de grupos privados.
Leia o texto e procure relacionar os comentários de Lima Barreto ao coronelismo e ao voto de cabresto.

2- Sobre a Revolta de Canudos, responda:
a) Quais camadas sociais participavam dessa Revolta e quais eram seus objetivos?
b) Quem era o líder da Revolta?
c) Como funcionava a comunidade fundada pelos revoltosos?

3- "O Nicromante, pelos modos,/ Satisfazer procura a todos:/ Traz Benjamin que é o fundador,/ Deodoro, que é o proclamador,/ Floriano, o consolidador,/ Prudente, o pacificador./ Isto é que é ser enganador!"
(Retratos. "O Paiz", 19/11/1895.) O advento da República no Brasil pouco representou para a efetiva construção da cidadania. Com base em seus conhecimentos e na leitura do trecho do jornal "O Paiz", analise as seguintes afirmativas:
I - A briga entre civis e militares pelo reconhecimento da fundação republicana, disputada pelos partidários de Deodoro e Benjamin Constant, prosseguiu por longo tempo e representou o conflito pela definição do novo regime.
II - O levante armado republicano pôs fim às simpatias pela monarquia, utilizando-se do apoio popular para impedir reações da família imperial.
III - A investida do Estado na regulamentação do cotidiano das pessoas foi uma das motivações para as sublevações populares, como a revolta contra a vacinação obrigatória, em 1904, na cidade do Rio de Janeiro.
IV - O chamado jacobinismo florianista caracterizou-se pelo resgate da influência lusitana e pela postura antinacional de seus seguidores.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
b) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas III e IV são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras.

* PARA PENSAR E FAZER: Os seguidores de Antonio Conselheiro e do beato José Maria eram, em sua grande maioria, trabalhadores rurais. Expulsos se suas terras por vários motivos, como seca e apropriação das propriedades por grandes empresas, ficavam sem meios para garantir o seu sustento e o de sua família.

4- Faça uma pesquisa para saber qual a situação da terra hoje no Brasil. Para isso, siga o seguinte roteiro:
Como a terra está distribuída hoje no Brasil?
Quais as condições de vida dos trabalhadores rurais?
Existe algum programa para garantir a posse da terra para agricultores pobres?
Ele é eficiente?
Os trabalhadores rurais têm alguma organização para lutar pelos seus direitos Como?

5- "A reforma financeira de Rui Barbosa, não teve o sucesso esperado." Justifique a afirmativa.

6- A Constituição de 1824, a primeira do Brasil, foi OUTORGADA e a Constituição de 1891, a primeira republicana, foi PROMULGADA. Dê o significado das expressões destacadas.

7- "O bandido social é, em geral, membro de uma sociedade rural e, por razões várias, encarado como proscrito ou criminoso pelo Estado e pelos grandes proprietários. Apesar disso, continua a fazer parte da sociedade camponesa de que é originário e é considerado herói por sua gente, seja ele um justiceiro, um vingador, ou alguém que rouba dos ricos."
(Carlos Alberto Dória, SAGA. A GRANDE HISTÓRIA DO BRASIL)
Utilizando a definição anterior, explique o movimento do cangaço brasileiro.

8- "Entendi que não era lícito assistir indiferentemente a esta luta [política na Câmara Federal], cujos resultados poderiam acarretar a ruína da República. Dirigi-me para este fim aos governadores dos Estados, onde reside iniludivelmente a força política deste regime.
(...) Outros deram à minha política a denominação de Política dos Governadores. Teriam acertado se dissessem Política dos Estados."
(Campos Sales: DA PROPAGANDA À REPÚBLICA)

a) A partir do texto acima, explique o fenômeno político denominado "Política dos Governadores" e relacione algumas de suas conseqüências para a República Velha.
b) Explique com suas palavras o que foi a "política do Café com Leite".

9- Durante a República Velha, os "tenentes" apresentavam-se como salvadores, propondo solução para velhos problemas como a inflação, a alta do custo de vida, o "voto de cabresto", a corrupção e outros. Esclareça o que foi o "tenentismo" e assinale sua importância histórica.

10- Em 1929, o mundo foi abalado por uma profunda crise econômica e o Brasil sofreu diretamente os seus efeitos.
a) Cite duas características dessa crise na economia mundial.
b) Quais foram as conseqüências dessa crise econômica para a agricultura e indústria brasileiras?